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Regular sun bath

Regular sun bath

Blanc et froid

Blanc et froid

6:26AM: Ponta do Gravatá, Florianópolis, Brasil

6:26AM: Ponta do Gravatá, Florianópolis, Brasil

Quem precisa de restaurantes com estrelas Michelin?

Num domingo nublado, decidi fazer do meu almoço uma sequência de coisas boas que encontrava nas patisseries, lanchonetes e boulangeries. O menu foi o seguinte:

Iniciei pelo americano Starbucks, com meio litro de chocolate quente.

Em seguida, numa boulangerie perto da Rue Rivoli, um pain aux amandes et chocolat, ainda quentinho (ao contrário do tempo que fazia na rua)

Mais umas quadras dentro do Marais, fui num lugar muito bom, Comme a Lisbonne, um café português (com apenas duas mesas) onde é servido apenas pasteis de nata e café expresso. Os pasteis de nata são feitos na hora, e tive sorte de pegar um que tinha acabado de sair do forno.

Em busca de mais “sustância” fui na parte judaica do Marais e comi um bagel com cream cheese e salmão. 

Parfait.

Ceviche de Salmão
Salmão cru em cubos com suco de limão, marsala, pimenta do reino, canela, gengibre em pó, shoyu, tomate e pimentão verde picados. 
Esse ficou MUITO bom :P

Ceviche de Salmão

Salmão cru em cubos com suco de limão, marsala, pimenta do reino, canela, gengibre em pó, shoyu, tomate e pimentão verde picados. 

Esse ficou MUITO bom :P

Na lavanderia

De volta a Paris, onde o bizarro é cotidiano:

Chego na lavanderia e um morador de rua idoso de cabelos brancos está sentado na frente da lavanderia, embaixo do toldo. Tristemente, isso é normal, não chama a atenção. Pensei que ele estava se protegendo da chuva que caiu durante todo o dia. Coloco minhas coisas pra lavar na máquina e vou ao supermercado na mesma quadra. Ao voltar do supermercado, o senhor que antes estava na frente da lavanderia, está agora em frente à secadora colocando suas roupas que estavam na máquina de lavar (incluindo uma pequena bolsa e um par de tênis) para secar. Todas outras máquinas com roupas dentro a lavar, mas ninguém na lavanderia, como seria o normal. As pessoas colocam as suas coisas nas máquinas e saem apressadas, talvez assombradas pela incerteza de um senhor de cabelos brancos, pés descalços, unhas dos pés compridas e amareladas, calça de moletom com marca de mijo e jaqueta de couro larga sem camiseta por baixo. E fazendo ações do cotidiano: lavando e secando roupa na lavanderia num dia de chuva. Ao notar que ele estava com dificuldade em fazer a secadora funcionar a partir do sistema de pagamento automatizado, fui lá e mostrei: “o senhor aperte vinte e três e jogo-da-velha”. Coloquei as moedas dele na máquina e a secadora começou a funcionar. “C’est quoi, ce bordel? Merde!”, ele diz para a máquina quando o seu tênis chuta a porta da secadora abrindo-a e fugindo. Ele coloca de volta e agora segura a porta da secadora, que continua recebendo os golpes do par de tênis e da bolsa que insistem em sair. Terminando o ciclo de oito minutos, ele toca na roupa, nota que não está bem seco e me diz “ainda não, então vinte e três e jogo da velha?” Vou lá e colocamos mais oito minutos. Digo que dois ciclos talvez seja suficiente. Ele olha as roupas (e o tênis) girando e conversa com a máquina, dizendo coisas que meu francês não permite entender. Ele tem os olhos azuis muito claros, bafo de álcool e um fio de ranho pendurado na narina esquerda que não cai nem sobe. Pele avermelhada, dentes separados e nariz grande. Observa o tempo restante da secadora no visor franzindo os olhos. Minhas roupas estão na máquina ao lado, na vingt-quatre, também no segundo ciclo secando roupas, toalhas e lençóis. Ao terminar o segundo ciclo, começo a tirar as minhas roupas e colocar na mala. Ele tira sua calça jeans, toca e diz: “ainda não, jeans é difícil de secar, mais 8 minutos”.

Masai em Arusha

Masai em Arusha

Vendedoras de meias em Arusha, Tanzania.

Vendedoras de meias em Arusha, Tanzania.

Novo meio de transporte

Novo meio de transporte

Para acabar uma semana agitada, nada melhor que assistir a orquestra filarmônica de Budapeste no trampo…

Voilà le menu:
- Peixe alucinógeno (?)* grelhado no alho e óleo
- Arroz tailandês com curcuma (e um pouco de canela em cima)
- Espinafre refogado no azeite com hortelã 
- Pimentão vermelho bio cru
- Vinho Beaujolais
* Quando abri o peixe deu medo (principalmente por ter lido os relatos de gente que ficou sem dormir, viu cães raivosos entrando na casa, etc etc) o peixe tem uma camada de pele muito preta que reveste o ventre. Tirei isso e umas nojeiras que tinha também. Na verdade o peixe é MUITO mal cheiroso antes de cozinhar. Depois de pronto tem uma grande diferença na carne branca (lombo) que é leve e com um gosto suave e a carne que fica perto da espinha e da pele, que tem um gosto muito forte, mas bem saboroso…

Voilà le menu:

- Peixe alucinógeno (?)* grelhado no alho e óleo

- Arroz tailandês com curcuma (e um pouco de canela em cima)

- Espinafre refogado no azeite com hortelã 

- Pimentão vermelho bio cru

- Vinho Beaujolais

* Quando abri o peixe deu medo (principalmente por ter lido os relatos de gente que ficou sem dormir, viu cães raivosos entrando na casa, etc etc) o peixe tem uma camada de pele muito preta que reveste o ventre. Tirei isso e umas nojeiras que tinha também. Na verdade o peixe é MUITO mal cheiroso antes de cozinhar. Depois de pronto tem uma grande diferença na carne branca (lombo) que é leve e com um gosto suave e a carne que fica perto da espinha e da pele, que tem um gosto muito forte, mas bem saboroso…

Peixe alucinógeno (?)

Fui a feira e comprei um peixe que estava com um preço bom e nunca tinha ouvido falar: “Saupe” em francês, 7 euros o quilo…

Chegando em casa, procurando receitas na internet acho isso no wikipedia: “A Salema (Sarpa salpa) é uma espécie de peixe da família Sparidae. Encontrado no Mediterrâneo e na costa nordeste do Oceano Atlântico, pode provocar alucinações semelhantes às do LSD, quando ingerido. Tal efeito é provocado pelas toxinas contidas no plâncton consumido por esta espécie de peixe.”

E agora? Ponho Led Zepellin e faço um filé alucinógeno??

Depois do almoço dou notícias… ou não.

Um projeto em Paris colocou pianos em espaços públicos para que qualquer um toque. Esse vídeo é de uma dupla tocando no Carroussel du Louvre, um centro comercial junto ao museu do Louvre. Repara o “amor” de irmão ao empurrar a irmã pra fora da cadeira…

Parque des Tuileries, tudo depende de onde você está…